ser ou não ser? uma questão de atitude.

Abril 29, 2009 § 4 comentários

oh!

by Katarzyna Napiorkowska

corpo presente, olhos abertos e os pensamentos? far far away…

nesses momentos, estou mais preocupada com o que vou vestir para sair com ele, com coisas que o gatinho poderia fazer pra me agradar, momentos legais que poderíamos passar juntos, coisas que diria pra ele em determinadas situações e por aí vai…

isso faz de mim uma garota romântica ou uma pessoa que sonha acordada com transtorno de déficit de atenção?

por muito tempo, rejeitei e tentei disfarçar qualquer indício de romantismo que pudesse ser encontrado na minha personalidade e, por consequência disso, fiz muita cagada. hoje, me pergunto: e o que eu ganhei com esse comportamento?

tentando esconder uma coisa sem saber a razão, esconder o meu verdadeiro eu. por vergonha, medo, por achar isso coisa de gente boba? sei lá… por achar que ser sensível é um sinal de fraqueza, talvez…

construir uma imagem de mulher segura, que não se importa de ouvir um não. que não está nem aí se ele não disser “você está bonita hoje”, de achar cafona sair pra jantar e ganhar flores. é cafona, mas e daí?! desde que o mundo é mundo, mulheres choram ao ouvir um não e adoram flores, jantares e caixas de chocolate com formato de coração.

e qual é o problema de achar isso normal? quando isso deixou de ser legal e quem disse que mulher não gosta dessas coisas?

tudo isso é super clichê, mas quem disse que não agrada? se for uma coisa espontânea, agrada. e muito.

por isso, resolvi dar o meu grito de liberdade e assumir o meu lado romântico com toda a sua cafonice.

prontofalei.

só não gosto de urso de pelúcia gigante. tenho medo de dividir o quarto com essas coisas e sou alérgica.

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just like a woman

Abril 28, 2009 § Deixe um comentário

She takes just like a woman, yes, she does
She makes love just like a woman, yes, she does
And she aches just like a woman
But she breaks just like a little girl.

confessions on the dance floor

Abril 28, 2009 § Deixe um comentário

bom, todo mundo que me conhece sabe que eu pélo o saco do david lachapelle. pelas suas idéias e conceitos sensacionais colocados em belas fotos de cores vibrantes.

essa noite, tive a sorte de assistir na tv a cabo o filme rize, dirigido por ele mesmo, o lachapelle.

pra quem não sabe (aliás, eu também não sabia), o filme é um documentário sobre um estilo de dança, chamado krump. o estilo foi criado por negros que vivem em bairros pobres e violentos na cidade dos sonhos, los angeles.

o criador da dança chama-se tommy the clown. a dança é uma mistura de movimentos atléticos com movimentos das danças feitas nos rituais indígenas.

uma coisa louca.

eu que me interesso por essas coisas de negão, fiquei impressionada.

eles formam gangues de dança e as competições acontecem num ringue, todo mundo participa, inclusive crianças. a galera vai à loucura e eu fiquei toda arrepiada só de ver na tv. meu novo sonho de vida, é assistir uma competição dessas ao vivo.

pra eles, a dança é uma forma de se afastar do lado negro da força e de ser aceito pela sociedade. todas essas coisas que a gente conhece bem, só muda o país, a língua e a cultura.

separei a parte da batalha e o trailler do filme, mas tem um monte de coisas lá no you tube.

*não dá pra assistir aqui, mas dá pra assistir na página do youtube. é só clicar na telinha.

Je ne veux pas travailler et puis je fume

Abril 24, 2009 § Deixe um comentário

fica a dica

Abril 23, 2009 § Deixe um comentário

no clima de chazinho e cama, liguei a tv procurando um filminho legal. fiz o ciclo vicioso: canais telecine, depois os canais hbo, cinemax e maxprime. nada. por último, os canais premiere. nada.

faço sempre nessa ordem. sempre que ligo a tv.

sempre tem alguma coisa.

quando os títulos disponíveis são batidos demais ou não são familiares, escolho qualquer coisa. se o filme conseguir me segurar, assisto até o final. caso contrário, mudo de canal ou durmo mesmo.

vi o finalzinho de um filme do woody allen que estava passando no telecine cult e depois começou um filme chamado raízes do mal. lógico que impliquei com o nome, mas resolvi dar uma chance após ver que o protagonista é gatinho.

o nome original é ondskan, que joguei no google e vi que em português é mal. o título nos eua é evil.

o cara é mal mesmo, bate que nem uma máquina, mas no meio do filme me vi torcendo por ele. queria vê-lo enfiando a porrada em muita gente. e vibrei muito quando ele resolveu fazer isso.

criado por uma mãe idiota e por um padrasto sádico, jogava toda sua raiva na rua, porrando qualquer um que tirasse onda com a sua cara. foi expulso do colégio e sua mãe o matriculou num colégio interno só para rapazes. lá, viu que tem gente muito pior que ele nesse mundo, mas também conheceu pessoas maravilhosas. aprendeu a impor respeito sem ser na base da porrada. aturou muitas coisas horríveis pela sua mãe, foi até o fim. o nome do personagem é erik.

o resto eu não vou contar, quero que você assista o filme.

gato

evil – raízes do mal

(ondskan, suécia, 2003)

gênero: drama

baseado no best-seller de jan guilou.

o filme também recebeu uma indição ao oscar de melhor filme estrangeiro.

o filme é muito mais que porrada e brigas de adolescentes. é sobre pessoas, comportamento, justiça, leis, amizade.  tolerância e coragem. sobre aprender a se defender e ficar esperto. aprender a defender o que é seu, os seus direitos. no final, não acho que ele seja o evil da história toda.

não me venha falar de flores…

Abril 17, 2009 § 2 comentários

após rever esse clássico do documentário nacional, concluí que se trata da história de um tomate.

?!

um tomate que é plantado por um japonês, que depois vai para o supermercado e é comprado por uma revendedora de perfumes. uma vez na casa da revendedora de perfumes, é jogado no lixo pela própria por não servir de alimento para a sua família. uma vez no lixo, é levado pelo caminhão para um depósito, onde um criador de porcos julga o pobre tomate inadequado para alimentar os seus animais. no fim, o dono dos porcos abre o depósito para mulheres e crianças esfomeadas, sem dinheiro e sem dono; que têm cinco minutos pra catar o lixo, inclusive o tomate rejeitado pela revendedora de perfumes e pelo criador de porcos, para o seu sustento.

correto?

Where Am I?

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