do amor e outros demônios

Janeiro 17, 2009 § 1 Comentário

tim walker

foto: tim walker

 

há algum tempo, tento escrever sobre o amor. depois de muitas tentativas sem conclusões, me dei conta de que é muito difícil.

difícil amar. difícil falar sobre. difícil deixar de amar.

amor em todos os sentidos.

amigo, amiga, homem e mulher, pai e mãe, irmã e irmão.

vi que ele não vem sozinho, é um pacote que inclui convivência, respeito, aceitação de defeitos e qualidades, fidelidade, lealdade, amizade e por aí vai…

quando se trata de uma pessoa sem foco, fica mais difícil ainda dar conta de tanta informação, tanta novidade que surge dia após dia.

entendi por que amor de pai, mãe e irmão é incondicional.  porque não importa o que você faz, o que você é. se é certo ou errado. se irrita ou não. você sempre vai poder chegar e deitar no colinho pra receber um cafuné, ou simplesmente pra trocar uma idéia.

o outro tipo de amor você tem que conquistar e manter. dá trabalho.  é preciso ter atenção e cuidado. conversar sempre, não deixar que nada ruim fique guardado. caso contrário, é briga na certa.

quando vem o momento de ruptura, dói. mas será que o amor acaba?

pra mim, não.

amo todos os meus ex-namorados e ex-amigos por tudo que aprendi com eles. sou assim hoje, porque troquei ideias e experiências com pessoas que passaram pela minha vida. claro que a educação que tive também conta bastante, mas não é ponto principal da questão.

logo após o momento de ruptura, é muito sofrido.

choro, sofro, me descabelo, tento achar uma solução, ouço não algumas vezes, vejo que não tem jeito, sossego.

mas o amor tá ali, ele não me deixa.

não vai embora.

o que muda é a minha visão sobre ele.

no início, é uma coisa negativa que eu quero arrancar de mim à força. depois, vejo que assim machuca muito e passo a ver de maneira positiva. pois, se um dia eu passei a amar a pessoa, é porque ela é incrível. porque me conquistou de alguma forma. eu não saio amando todo mundo por aí, não me engano. então, porque eu preciso matar esse sentimento? muito pelo contrário, acho que ele deve continuar existindo de uma maneira saudável.

amo pessoas. amo estar rodeada delas. principalmente, trocando ideias e aprendendo com todos. gosto de conservar as minhas amizades mesmo que, para isso, seja necessário dar um tempo. acho absolutamente normal…

tenho todos aqui no meu coração, que sangra as vezes, mas está sempre em festa.

;D

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§ One Response to do amor e outros demônios

  • Victor Dantas diz:

    Então…

    Acho que o amor, antes de chegar no próximo e voltar (não necessariamente…), percorre o dobro do trajeto em nós mesmos. Uma relação saudável com nós mesmos é fundamental para um amor bem-sucedido em todas suas modalidades. Essa relação construímos a cada novo amor e à cada desilusão.

    “amo pessoas. amo estar rodeada delas. principalmente, trocando ideias e aprendendo com todos. gosto de conservar as minhas amizades mesmo que, para isso, seja necessário dar um tempo. acho absolutamente normal…”

    Essas palavras são certamente de quem amou e desamou o quanto necessário para hoje poder ter uma visão mais madura do amor, ao ponto de chegar a essas conclusões.

    Pra terminar bonitinho…
    “A coisa mais importante que se pode aprender é AMAR e em troca, AMADO ser.”

    Haha…Beijo

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